O Lar Dom Bosco passará a ser misto, abrigando meninos e meninas

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O Lar Dom Bosco foi criado no dia 7 de setembro de 1940, pelo mestre Agostinho Ernesto de Oliveira, com o objetivo de abrigar meninos órfãos ou em situação de risco e, desde então, tem cumprido sua missão com maestria. Muitos garotos que ali foram criados, tornaram-se homens de bem, cursaram faculdades, constituíram famílias. A entidade assistencial, sem fins lucrativos abriga, atualmente 8 meninos e adolescentes, pois, por lei, não devem receber apenas crianças de 0 a 12 anos, mas também os adolescentes até os 17 anos, 11 meses e 29 dias.

Uma lei federal de 2009 determina que as prefeituras sejam as responsáveis pelo acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco. Baseando-se nessa nova lei, a Prefeitura de Socorro criou o Plano Municipal de Reordenamento e Implantação dos Serviços de Acolhimento de Crianças e Adolescentes, o qual prevê fornecer uma série de serviços ao menor abrigado, que inclui atendimento à Saúde, Educação, Cultura e Esporte, Assistência Social, acompanhamento escolar, introdução à cidadania e inclusão social, entre outros.

Faz parte da nova lei o Plano Individual de Atendimento – PIA, por meio do qual cada criança ou adolescente contará com toda atenção necessária ao seu desenvolvimento e à sua segurança, até a Justiça definir seu destino.

reunião XXVárias reuniões foram realizadas entre a Prefeitura, Ministério Público local, representantes do Ministério Público da Regional de Campinas e representantes dos lares Dom Bosco (meninos) e Amelie Boudet (meninas), para possibilitar a viabilização do plano.

Na entrevista que O Município solicitou à presidente do Lar Dom Bosco, Carmem Vesco Sartori, também estiveram presentes Flavio Zuccato, conselheiro financeiro, e Ana Luiza Russo, relações públicas da entidade, que explicaram o que será feito, a partir dessa nova lei e da fusão dos lares.

“O nosso foco é o de criar cidadãos produtivos, no futuro. A lei é fria, determina o que deve ser feito, sem pensar no individuo, em si. Queremos, sim, cuidar de cada criança ou adolescente com carinho, com respeito, fiquem eles conosco um dia, um mês, um ano, ou quanto tempo necessário para que volte ao convívio familiar quando a família estiver estruturada, ou seja adotado”, destaca a presidente Carmem.

Para implantar o plano municipal, serão necessárias algumas adaptações no Lar Dom Bosco, onde os menores serão abrigados: o ambiente terá que ser ajustado para receber meninos e meninas, ser acessível – para o caso de receber alguma criança com deficiência e precisará ter uma equipe técnica mínima, para atender até 20 abrigados, composta por assistente social, psicólogo, coordenador, cuidador social, auxiliar de cuidador social, assistente administrativo, cozinheiro e auxiliar de serviços gerais.

O que foi acordado entre as partes envolvidas no processo, é que a Prefeitura vai repassar a verba necessária para a direção do Lar Dom Bosco, que administrará a entidade, como sempre fez, obedecidas as novas regras. Esse serviço desonera a Prefeitura de muitos encargos, de responsabilidade direta do abrigamento, sabendo que as pessoas que dirigem e trabalham no Lar cuidam muito bem das crianças.

DSC_0897 xxComo a Prefeitura não tem condições de arcar com o custo de duas equipes técnicas, uma para o Lar Dom Bosco e outra para o Lar das Meninas, mesmo porque a demanda, pelo menos até agora, não chega ao número de 20 para cada entidade, optou-se por fazer do Lar Dom Bosco o local de abrigamento, por ser maior e mais estruturado. O Lar das Meninas deverá receber os adolescentes de 17 e 18 anos, para ajudá-los a se estruturarem, quando saírem do abrigamento, até ganharem responsabilidade financeira para caminharem sozinhos.

“Como o Lar Dom Bosco será misto, com meninos e meninas, em idades que vão de zero e 18 anos incompletos, será necessário adaptar o espaço , inclusive com ampliação. O próximo passo, agora, é criarmos um projeto político-pedagógico, detalhando o plano, os custos, as adaptações técnicas necessárias, e passar para a Prefeitura, para avaliação e aprovação. Quando aprovado, deverá ser publicado no Diário Oficial do município, e passará a ter valor normativo”, explica Ana Luiza.

 

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