O Município noticia o início do ataque da Coalizão Internacional no território iraquiano  

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A Guerra do Golfo Pérsico é manchete da edição 3650, de 19 de janeiro de 1991, quando O Município mostra o início das ofensivas das forças aliadas, lideradas pelos Estados Unidos, com bombardeios aéreos sobre o território iraquiano, com o objetivo de destruir a infraestrurtura e capacidade nuclear do Iraque, e libertar o Kuwait, ocupado e anexado ao território iraquiano, pelas forças armadas sob ordens de Saddan Hussein.

COMEÇOU A GUERRA!

Aviões bombardeiros B-12 norte-americanos iniciaram o ataque aéreo ao Iraque, levantando vôo de bases aéreas na Arábia Saudita. O som das primeiras bombas foi ouvido em Bagdá por volta das 2h30 min. do dia 17, quinta-feira. (21h30 min de quarta-feira, dia 16, em Brasília).

A operação militar chamada de – TEMPESTADE NO DESERTO – deu início ao violento ataque das Forças Aliadas formadas por 28 países liderados pelos Estados Unidos, aproveitando o céu escuro, como previam os estrategistas militares.

Calculam-se que 2 mil aviões e misseis participaram das primeiras operações que deixaram Bagdá inteira às escuras e interromperam a transmissão da rádio estatal da capital.

Todas as informações transmitidas de Bagdá, capital do Iraque, para a tevê, foram feitas por correspondentes da rede de TV-CNN (americana). Também haviam outros repórteres de outras redes de tevê e de rádio cobrindo as notícias da guerra.

A meia noite de Washington, o presidente George Bush fez um pronunciamento à nação, dizendo que o objetivo da operação era “destruir” a capacidade nuclear do Iraque, neutralizar a utilização de armas químicas e libertar o Kuwait”. Acrescentou enquanto o mundo falava de paz, Saddan Hussein entrincheirava armas atômicas”. Afirmou “apenas a força poderá obrigá-lo a se retirar do Kuwait”.

Já Saddan Hussein, nos seus pronunciamentos, ameaçava utilizar armas químicas para bombardear Israel e Arábia Saudita no caso de um ataque das forças aliadas.

A retaliação prometida por Saddan Houssein, começou na madrugada de hoje: às 2h05min (22h05min de Brasília), foram disparados entre seis e dez misseis contra Israel, atingindo Tel-Aviv e Haifa. Jerusalém não foi atacada. Toda a população colocou máscaras antigas. Embora a Rádio de Israel tenha informado que os misseis não estavam armados com ogivas químicas.

Misseis iraquianos foram disparados também contra Arábia Saudita. Não foram divulgadas informações sobre o número de vitimas israelenses ou sauditas.

O presidente Houssein disse que a avalição aliada de uma “guerra relâmpago” era equivocada. “A batalha será longa”, afirmou.

Tanto Iraque quanto Estados Unidos impuseram restrições à difusão de informações sobre a guerra, por motivos de segurança militar. A censura impediu principalmente, a divulgação de baixas e perdas em geral.

Os efeitos ambientais decorrentes da destruição das jazidas de petróleo do Golfo Pérsico poderão acelerar em 30 anos o efeito-estufa e formação de uma densa coluna de fumaça que encobriria o céu e precipitaria uma queda de temperatura de até 20 graus Celsius, segundo dados do World Watch Institute, instituição de estudos norte americana.

COLLOR REUNE-SE COM O MINISTÉRIO

O Presidente Collor realizou no dia 17 (quinta-feira) uma reunião ministerial de emergência, na qual foram decididas as medidas que o governo tomará em consequência do conflito. Detalhes dessa reunião, na próxima edição.

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