Onça-parda é encontrada no Farias

Leitura obrigatória

De alguns anos para cá, têm aumentado o número de relatos de proprietários, que já avistaram ou já encontraram uma linda onça-parda. Também conhecida por suçuarana ou onça-marrom, seu nome, cientificamente falando trata-se da espécie Puma concolor, um carnívoro da família Felidae e da ordem Carnívora. A onça-parda é uma espécie que só existe nas Américas (Norte, Central e Sul). Mas uma importante informação é que o Brasil abriga a maior população de pardas, principalmente nos biomas da Mata Atlântica e Cerrado.  

A onça-parda é um animal importante para o equilíbrio dos ecossistemas em que ocorre, por controlar as populações das espécies que se alimenta, como por exemplo as capivaras.

Neste final de semana uma onça-parda foi localizada na propriedade do Sr. Jorge Ramalho e de sua esposa Andréia, no Bairro dos Farias. Ambos agiram de forma correta ao comunicarem os órgãos competentes ICMBio/CENAP – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros e o Departamento de Meio Ambiente de Socorro, sobre a presença do animal na propriedade. Após a informação as devidas providencias foram tomadas, como atendimento e os cuidados com o animal. Em seguida após coleta de informações, foi feita uma analise do local para a soltura.

Disputa por espaço e Alimento

 Como são predadores e animais de topo de cadeia alimentar, elas precisam de grandes áreas para se alimentar, sobreviver e procriar. As onças necessitam em média de 22 a 150 Km2, isso equivale a 22.000.000m2 ou 2.000 hectares, (2.000 campos de futebol) dependendo da região e da disponibilidade de alimento. Sendo assim, quanto menor a área, menor a quantidade de presas (alimentos) disponíveis. Ou seja, trazendo para uma realidade mais próxima, em nossa região poucos são os fragmentos de mata que comportariam populações de onças. A maior parte das florestas que temos ainda em pé, são muito pequenas e desconexas entre si e isso dificulta a sobrevivência de grandes mamíferos, como é o caso da onça-parda. Por conta disso, a onça-parda tem que caminhar e até mesmo atravessar lugares impróprios, como estradas, campos abertos, pastos e até mesmo localidades próximas de residências, em busca de seu alimento ou mesmo refúgio.

 A onça-parda diferente da onça-pintada se alimenta e prefere animais de porte menor, como: capivaras, pacas, cutias, tatus, roedores como ratos e ratão do banhado, cobras, aves entre outros animais.

. Elas possuem um cardápio variável alimentando-se também de veados, aves, macacos e lebres. Porém, se continuarmos destruindo seu ambiente natural, que são as matas nativas, caçando capivaras, pacas, cotias entre outros animais, estaremos prejudicando a natureza, as onças e por conseqüência a nossa própria existência. Se pudermos manter o equilíbrio ecológico que já existe nas florestas, sem interferir nela, não existirá confronto entre a onça-parda e o homem.

 Afinal, as onças precisam se alimentar e se suas presas silvestres se tornarem escassas, as novilhas, os carneiros e até as aves domésticas tornam-se presas fáceis e atraentes para as onças.

Ameaças

 Infelizmente devido a perda acelerada de áreas naturais, hoje, as onças encontram-se na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

O avanço da agropecuária, o crescimento urbano e até mesmo grandes obras como rodovias e hidrelétricas, podem causar a supressão das matas nativas, deixando a onça-parda totalmente vulnerável e desprotegida.

Dicas importantes de como agir caso tenha o privilégio de encontrar uma Onça-parda:

– Tente parecer maior do que é. Levante os braços e fique nas pontas dos pés.

– Não se deite nem finja de morto. Ela ataca na hora. Se você se agachar, ela pode pensar que você é um quadrúpede. Só vai fazê-la lamber os beiços.

– Grite, jogue coisas, ameace partir para a luta. Acredite: ela tem mais medo de você do que você dela.

– O mais importante: não fuja. Sair correndo de um predador assim é quase como pendurar um aviso “sou uma presa” no pescoço. E ela é mais rápida.

– Nos galinheiros é só pendurar latinhas de alumínio ou outros objetos que façam barulhos que elas tem medo e ao encontrarem nos objetos vão assurtar e embora.

Segundo Ricardo Boulhosa do CENAP, “As onças não atacam seres humanos a não ser que estejam com filhotes pequenos, comendo ou se sentirem acuadas. Jamais devemos acuar uma onça. Basta fazer barulho, bater palmas, gritar e abrir passagem que ela vai embora.”

O Departamento de Meio Ambiente de Socorro agradece à Guarda Municipal de Socorro, ao ICMBio/CENAP, ao Zoológico de Guarulhos, a Secretária Municipal de Meio Ambiente de Bragança Paulista, a Associação Ambientalista Copaíba, a Rádio de Socorro AM e ao Sr Jorge Ramalho e sua esposa Andrea (proprietários) pela bela atitude e iniciativa.

Para mais informações e denúncias sobre animais silvestres entre em contato com o Departamento de Meio Ambiente (Telefone: 3855-9617).

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