Para defender assassinos, o advogado deve ser um homem forte, com voz poderosa e gestos dramáticos

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Na edição número 294, de 1 de abril de 1928, O Município destaca a notícia sobre o crescimento do feminismo, na França, quando as mulheres começaram a assumir os cargos de advogadas. O modo como o articulista escreve, ao mesmo tempo em que exalta o fato, também mostra a “diferença” entre homens e mulheres, as quais trata com indulgência.

O Feminismo

As mulheres francesas ainda não conseguiram o direito eleitoral, mas existem naquele paiz mais senhoras que ganha, a vida nas profissões que exigem conhecimentos literários e scientificos que em qualquer paiz. O numero de mulheres que trabalham em todas as atividades augmentou desde a guerra em que as viúvas, filhas e irmãs tomaram o logar dos homens que partiam para a frente…

Ellas desempenharam bem essas profissões e ficaram ellas no trabalho.

No foro de Paris, servem 175 mulheres de advogadas, competindo vantajosamente com seus colegas do outro sexo. Ellas são vistas frequentemente em processos celebres, ás vezes auxiliando advogados celebres; ou defendendo mulheres delinquentes. Quase todos os grandes “meitres” têm auxiliares de sexo fraco. Ellas não são destacadas para defender os assassínos, porque nesse caso o advogado deve ser um homem forte, com vos poderosa e gestos dramáticos para inspirar piedade ao Jury.

Desde 1900, em que apareceu a primeira advogada em Paris, foram autorizadas a cesar a toga mais de 234. Quatro mulheres desempenharam o cargo de secretaria do Instituto dos advogados

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