Passeio à Pedra marca o fim de ano letivo e início dos encontros da Turma da Bela Vista

Leitura obrigatória

Na edição nº 3.870, de 14 de julho de 1995, O Município publica um artigo assinado por José Leonício Gomes, no qual conta como surgiu “A turma da Bela Vista”, um grupo de amigos que, a partir desse ano, encontra-se na Pedra da Bela Vista, até hoje, para relembrar e bebemorar os anos felizes e despreocupados da juventude.

A Turma da Bela Vista

Último dia do ano letivo em fins de novembro. Primeiros anos da década de sessenta (saudade dos Platers, Elvis, Dolores Duran, Silvia Teles etc.). Aliviados pelo fim da maratona, ou melhor, massacre das provas finais, (todas as disciplinas tinham exame escrito e oral), a única preocupação do grupo eram os preparativos para o passeio à Bela Vista.

Que preparativos eram estes? Não esquecer a corda para fazer o balanço, abridor de garrafas, estojo para primeiros socorros, baralhos, bolas, tacos de beta, sanduíches e pomada Minâncora para os gordinhos da turma (Toninho Abrahão e Rafael Perroni) aliviarem as assaduras das pernas produzidas na subida para a Bela Vista.

Não era preciso conferir a lista dos participantes, pois ninguém faltava.

No dia seguinte, às 6h30 da manhã, todos estavam no local de encontro, na ponte do Tozinho Barbosa. Carregando mochilas e sacolas, em grande algazarra, partíamos para a grande aventura. Os primeiros a chegarem eram os atletas da turma: Zé Sacrini, Murilo Santos, Leonício Gomes, Vitório Zucon, Gerson Barboza e Miguel Barboza (Saudades!!!). Depois da chegada, uma partida de futebol era organizada no grande terreiro de café da fazenda. A turma do baralho se acomodava em uma das salas e não demorava muito os “donos” da fazenda (Ivan, Mário, Murilo e Alcindinho, da família Oliveira Santos) tinham que apartar as brigas entre jogadores. Isto porque o Ênio S. Pinto e o Eduardinho Carvalho (Saudades!!!) não aceitavam o jeito que o Zé Eduardo Dutra e o Irmo Zucato arrumavam para ganhar mais fácil o jogo.

Mais tarde, já no meio do dia, após o lanche regado a guaraná quente, o grupo já se espalhava pelos arredores. Alguns visitavam o pomar a procura de goiabas, mangas e jabuticabas (já fora da época e cheias de marimbondos). Outros, comandados pelo Zé Sacrini e Étore Schirato, se aventuravam na exploração de cavernas e furnas das grandes pedras existentes na fazenda. Este era o grupo que mais dava trabalho quando chegava em casa. Além da sujeira dos excrementos de morcegos tinham a roupa e o corpo cheios de carrapatos.

No final do dia, com o sol já se pondo e apesar do cansaço, fazíamos os nove quilômetros da volta em tempo recorde, pois o caminho era só descida. Na chegada conferíamos se os caçulas da turma, Tuca Mantovani, Zezinho do Dudu e Roberto Risso não tinham ficado para trás.

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