Pokémon Go: socorrenses entram na onda e saem à caça de seus Pokémons

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O jogo que virou febre em todo mundo, chegou ao Brasil na última quarta-feira, dia 3, e já mudou a rotina de muitos socorrenses. Quem passar pelas principais praças de Socorro pode notar que o cenário mudou, tanto durante como aos finais de semana.

O principal objetivo do game é capturar todas as criaturas conhecidas como “Pokémons”, a partir de um mapa, que mistura o mundo virtual com o mundo real. O jogo usa o sistema de GPS para permitir que os jogadores localizem as criaturas, que podem ser vistas pelas câmeras dos celulares na rua, no ônibus, no trabalho e até mesmo na cozinha de casa.

“Desde que o jogo foi lançado, tudo mudou na nossa rotina; troquei até mesmo o horário do meu trabalho, para poder ir à caça dos Pokémons”, conta Renan, que já capturou 904 bichinhos, contando os repetidos. “Muita gente critica quem joga, porém, poucos sabem a mudança positiva que isto trouxe na rotina de muita gente. Estamos em um grupo em que ninguém se conhecia, saímos de dentro de casa, da frente do computador e viemos para a rua, conhecer gente nova, fazer novas amizades, nos socializarmos, ao contrário do que dizem”, completa.

Pokemon 3 xxOs demais colegas concordam. Eles contam que suas rotinas não passavam de ficar a tarde se falando pelas redes sociais e computadores. “Estamos até nos movimentando mais, andando mais pela cidade… Não é como o Facebook ou outros jogos, que nos fazem ficar sentados por horas, é diferente e é muito mais legal, ainda mais para as gerações que acompanhavam a série em seu auge de sucesso. É um jogo que atinge pessoas de todas as idades e que ainda interagem socialmente, entre si”, dizem eles, sugerindo até mesmo algumas “melhorias”, para as suas “Pokéstops”. “Nossas autoridades poderiam providenciar um wifi e até mesmo pontos para recarregar o celular… Ajudaria muito”, brincam eles, com idades entre 15 e 25 anos.

A socorrense Amanda Garcia tem a mesma opinião. “Como a Praça da Delegacia virou o novo “point” da cidade para os jovens, deixo a sugestão à atual gestão da cidade de estender as redes abertas de wifi para aquele local, já que se trata de um jogo online e muitos não conseguem participar dessa onda, por falta de internet”, conta ela, que também teve sua rotina alterada, em razão do jogo. “Ficou mais intensa, até porque meus dias são bem corridos; como ainda faço o colegial e trabalho no período da tarde, não me sobra muito tempo. Mas o pouco que eu tenho para o lazer gasto gloriosamente com o jogo. Depois do lançamento fiquei com mais vontade de sair de casa”, destaca.

As pokéstops são os pontos para que os jogadores conquistem mais “pokébolas” e, assim, possam caçar mais Pokémons. A Praça do Fórum é o local que mais reúne estes pontos, como o monumento das 4 estações, o bebedouro Museu Municipal e o coreto. Outro ponto, em Socorro, que teve aumento de público nos últimos dias, por causa do jogo, foi a Praça da Matriz, onde há um “ginásio” para disputa entre os jogadores.

Pokemon 2 xxA família de Erika Mazolini Pisarra também já tem um novo programa para os finais de semana. “Não costumávamos sair muito de casa e, quando saíamos, ficávamos por pouco tempo na rua. Desde que baixamos o jogo, passamos mais tempo andando por aí, conhecendo outros lugares e também levando as crianças para conhecerem. Muitas vezes deixamos de nos encontrar com nossos amigos pela falta de lugar para isso, mas, agora, nos reunimos e acabamos nos aproximando mais. O que mudou foi que agora passeamos e nos interagimos muito mais com as pessoas de fora”, conta ela.

A mamãe de Alice, do João e Otto, que está a caminho, acredita que o Pokémon Go está incentivando muita gente a sair de casa e da frente do computador. “Mesmo que fiquemos no celular, não estamos sozinhos. Conhecemos pessoas novas e lugares novos. Isso é bem legal. Acho interessante o fato de nos socializamos mais com o game, mas não podemos deixá-lo invadir toda a nossa vida e transformá-la em vício. Seria interessante não haver pokémons em escolas, por exemplo, pois pode causar uma grande distração. Mas, no geral, estou achando bem interessante a proporção e pontos positivos que o jogo está gerando”, afirma Erika.

“Acredito que esta novidade veio pra ficar. Temos que admitir que estamos no século XXI, e esse foi um projeto muito bem executado, tanto que tem feito o maior sucesso! Como eu sempre digo, temos que saber o equilíbrio do jogo. Não é porque achei o máximo que vou fazer disso o rumo da minha vida. Tomar cuidados, como olhar por onde ando, prestar atenção na hora de atravessar a rua e não me desligar completamente, enquanto jogo, são prioridades óbvias”, enfatiza Amanda.

“Sempre tem hora e lugar para se jogar. Claro que não devemos fazer isso enquanto dirigimos e temos que tomar cuidado ao atravessar a rua, mas por Socorro ser uma cidade pequena, creio que os acidentes serão quase nulos”, diz Erika.

Se você já baixou o jogo ou deixou seu filho baixar, aqui vão algumas dicas; afinal, muitos acabam se envolvendo demais no jogo e isto pode trazer riscos à segurança.  Há perigo de roubos de celulares, atropelamentos, quedas, acidentes de trânsito.

Confira as principais dicas para caçar Pokémons com segurança:

  • Não exponha seus telefones ou tablets em qualquer lugar, para não ser roubado.
  • Ao atravessar as ruas e avenidas, desligue o jogo e atravesse com segurança.
  • Respeite as propriedades privadas. Nada de sair caçando Pokémon em locais privados, sem autorização.
  • Se for procurar Pokémons em locais abertos, é melhor ir em grupo.
  • Se aparecer algum estranho na sua casa ou estabelecimento comercial, dizendo que precisa pegar um Pokémon, não deixe entrar.

Por enquanto, a reportagem do Jornal O Município não teve informações sobre incidentes em Socorro, por causa do jogo.

 

 

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