Polícia Militar alerta sobre os cuidados necessários com fogos de artifício (rojões)

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Apesar da sua beleza e de parecer uma brincadeira inofensiva, os fogos de artifício, popularmente conhecidos como rojões, podem ser bastante perigosos. Um exemplo disso aconteceu no dia 12 de outubro, quando em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, muitos cidadãos soltaram rojões pela cidade; porém, um deles atingiu um terreno no Jardim Calafiori, incendiando o local. As chamas foram contidas pelos próprios moradores e, no final, contou com o apoio do caminhão-pipa da prefeitura.

Pensando nisso, o sargento Renato Dias Santana, da Polícia Militar, adverte toda a população quanto aos perigos e cuidados essenciais para aquisição e manuseio desses materiais e informa que as ocorrências mais comuns com fogos de artifício são explosões de casas, e barracos clandestinos onde é feito o armazenamento ilegal desse tipo de material. Porém, bastante comuns, outras ocorrências de incêndios acontecem e até lesões corporais com mutilações causadas por conta de acidente com os pirotécnicos.

Ele ressalta que, no Brasil, a fiscalização desses produtos compete ao Exército, a quem cabe autorizar e fiscalizar a produção e comércio dos produtos controlados. Além do Exército, são elementos auxiliares da fiscalização de produtos controlados: os órgãos policiais e as autoridades de fiscalização fazendária. Os fogos de artifício são classificados de acordo com o risco e com a faixa etária da pessoa que pode utilizá-lo. “A classificação vai de A a D. Os do tipo “A”  a exemplo das bombinhas palito e “B” aquelas outras bombinhas com um pouco mais de pólvora podem ser vendidas a qualquer pessoa, inclusive crianças. Já os fogos das classes “C” e “D”,  apenas podem ser vendidos aos maiores de 18 anos de idade e a sua queima se restringe a alguns lugares. É muito importante que as pessoas sigam as instruções do fabricante, descritas na embalagem dos produtos. Os fogos devem ser manipulados sempre por adultos. As crianças jamais devem carregar “bombinhas” no bolso e nunca devem acendê-las próximas ao rosto. Também devem ser evitadas as brincadeiras de estourar as “bombinhas” nas mãos e mesmo aquelas brincadeiras de colocar as “bombinhas” em latas para vê-las subir com a explosão, pois tais brincadeiras normalmente terminam em acidentes graves. Os adultos devem observar sempre a direção para onde o rojão será disparado, evitando choque com obstáculos, principalmente se forem combustíveis, como por exemplo locais onde haja concentração de mato seco. Também deve se evitar soltar fogos em locais de concentração pública nas proximidades, e sempre manter os espectadores (adultos ou crianças) a uma distância segura. Além dos incêndios, o uso de rojões pode provocar queimaduras, lesões com lacerações, cortes, amputações dos membros superiores, lesões de córnea ou perda da visão e lesões do pavilhão auditivo ou perda da audição.

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