Presidente fala sobre a ONG São Lázaro e alerta para posse responsável

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Além dos problemas de conscientização com a população, a ONG São Lázaro também enfrenta outros tipos de problemas, como falta de medicamentos e a superlotação do canil, deixando o local inapropriado para os animais.

Em Socorro, há cerca de 14 anos, a ONG São Lázaro realiza diversos serviços em prol aos animais, como serviços de resgate, maus tratos, reabilitação, vacinação, castração e os encaminhamentos a doações. Eleita pela segunda vez como presidente da ONG, Andréa Fernandes ressalta os objetivos da entidade e as prioridades são o alerta para a posse responsável e denúncia de maus tratos.

“Muitas pessoas acreditam que posse responsável é apenas manter o animal bem alimentado e com um lar, mas não é apenas isso. Há todo um cuidado que envolve o bem-estar do animal, como a vacinação em dia, a atenção, o ambiente adequado e, principalmente a castração, evitando, assim, a cria indesejada de cães e gatos, e o abandono”, afirma ela.

Sobre os maus tratos, Andrea afirma que é preciso denunciar e que há Lei Federal para isso. “Antes de qualquer atitude, é preciso investigar e se certificar de que realmente estão ocorrendo maus tratos com o animal em questão, com a coleta de evidências, testemunhos que comprovem a situação. A denúncia deve ser feita na delegacia e caso haja omissão por parte das autoridades competentes, o Ministério Público pode ser acionado, sem a necessidade de um advogado”, explica a presidente da ONG.

Além dos problemas de conscientização com a população, a ONG São Lázaro também enfrenta outros tipos de problemas, como falta de medicamentos e a superlotação do canil, deixando o local inapropriado para os animais. O local conta com 70 animais, sendo que sua capacidade é para 45. Além disso, Andréa conta que, embora a prefeitura tenha enviado uma veterinária, não há verba para os medicamentos, o que faz com que a ONG tenha que levar os animais doentes e acidentados às clínicas particulares.

A castração dos animais de rua também conta com a colaboração da prefeitura. Somente no ano passado, foram castrados 200 animais, sendo metade pago pela ONG e a outra pelo poder público. “O nosso orçamento mensal não chega a R$ 1.000,00, com a contribuição dos poucos sócios que possuímos. Estamos sempre em dívida, pois não há como prever os gastos, como por exemplo, em um mês que tivemos três cães acidentados, precisando colocar pinos; tivemos que nos virar, fazer bingos, correr atrás para conseguir arcar com os gastos. Contamos com a ajuda de alguns veterinários da cidade, mas mesmo assim, ficamos em dívida com eles”.

Como ajudar a ONG
Há diversas formas de ajudar a ONG São Lázaro, e a população pode colaborar. Uma delas se associando à entidade, com uma contribuição mensal. “A quantia é indiferente. Cada um ajuda com o quanto puder. O mais importante é aumentar o número de sócios e trazer mais pessoas para a nossa causa. Convido todos para conhecer o canil e o nosso trabalho, basta ir lá para ver que os animais são bem tratados e temos muitos cachorros lindos e saudáveis, prontos para serem adotados”, afirma a presidente.

Outra forma de colaborar, é participando do projeto de castração da ONG. Qualquer pessoa que queira ajudar, pode, pagando apenas o valor do anestésico que é de R$ 80,00. Tudo é combinado diretamente com o doador e a ONG, que marca um dia para que o valor seja pago diretamente ao veterinário. Segundo Andréa, desde o começo do ano, já foram doadas 20 castrações.

Além das doações, a ONG possui um bazar, todas as quintas, sextas e sábados, das 10 às 16 horas, com roupas novas e usadas, sapatos, bolsas etc. Todo o dinheiro arreacado com as vendas é revertido para o projeto de castração. O bazar funciona à Rua Etore Mantovani, 288 A, Centro.

A ONG também promove feiras de adoção e a próxima já está marcada para o dia 24 de março, no Horto Municipal. Nessa feira, haverá uma parceria com o Pastel do Horto, que doará 20% de cada pastel vendido para a entidade. “Todos estão convidados para comparecer à feira, para conhecer nosso trabalho, tirar dúvidas, receber orientações e até fazer uma visita ao canil. Vale a pena conferir”, convida Andréa.

Posse responsável

  1. Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.
  2. Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.
  3. Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.
  4. Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.
  5. Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.
  6. Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.
  7. Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.
  8. Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.
  9. Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a legislação do local. Também é recomendável uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).
  10. Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.

Seja a semente da mudança.
Respeite, castre, adote!

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