Professora fala sobre a importância da natação no desenvolvimento infantil

Leitura obrigatória

Aprender a nadar, muitas vezes, gera medo em crianças e adultos. O que auxilia a perder este medo é a metodologia de ensino. A Metodologia Gustavo Borges (MGB), inspirada do medalhista olímpico brasileiro, ensina, com ajuda de técnicas específicas para cada nível, do bebê ao adulto. Um dos estabelecimentos que oferece este método, em Socorro, é a Academia Equipe Sette, da qual a professora Andressa Munarão (Cref:052896-G/SP), nos concedeu uma entrevista.

Qual o diferencial do Método Gustavo Borges?
Existe um infindável número de estratégias e métodos de aprendizagem e aperfeiçoamento de natação apresentados em livros, artigos, palestras ou pelas experiências de profissionais. A proposta da Metodologia Gustavo Borges é unificar essas experiências de maneira ordenada, explicativa e conceituada, buscando diminuir a distância do aprender e do desenvolver as habilidades motoras básicas dos alunos, no meio aquático. Dessa forma, seu objetivo é apresentar estratégias pedagógicas, técnicas e psicológicas.
A MGB proporciona a completa sistematização pedagógica e operacional do ensino da Natação. A individualidade do aluno é respeitada, em um programa de aulas específico para cada nível e um sistema de avaliação baseado no desenvolvimento das habilidades aquáticas de cada um. Os alunos são motivados, por meio de campanhas, do aprendizado lúdico e da mudança da cor de touca, nas passagens de nível. Todo esse trabalho é monitorado pelos assessores técnicos da MGB, usando sempre o melhor atendimento.

Qual a idade mais adequada para se iniciar a natação?
Normalmente, nunca antes dos três meses, por questões como a fragilidade do bebê em relação a possíveis infecções que ele possa contrair. No Brasil, a recomendação de Pediatria é de que as crianças comecem a praticar a natação a partir dos 4 meses, em água com Tratamento Salinizado, ou a partir dos 6 meses, em água clorada, porque, a partir dessa idade, a parte interna do ouvido forma uma curvatura, dificultando a entrada de água e reduzindo as chances de infecção. Além disso, o bebê já está imunizado contra alguns agentes. E, nessa idade, os bebês têm mais facilidade na água, porque trazem alguns reflexos da época em que estavam na barriga da mãe.

Com que frequência as aulas devem ser realizadas e com que duração?
A frequência de 2 a 3 vezes na semana, e o tempo de duração de aula varia, até 2 anos, por 30 minutos (os bebês cansam com facilidade e perdem muitas calorias). E as crianças a partir dos 3 anos, 45 minutos

Fale um pouquinho sobre os benefícios que a natação pode trazer aos bebês e como isso pode influenciar na vida deles.
As atividades aquáticas para os bebês favorecem a formação de modificações nervosas, com a estimulação motora e sensorial dos exercícios desenvolvido na água. Com o estímulo do aprendizado forma-se boa capacidade de memorização. Nessas adaptações de estímulo e resposta, a criança expande seu acervo sensório motor, de maneira agradável e motivada. Os estímulos lúdicos pedagógicos realizados nas aulas, favorecem a familiarização e a confiança do bebê com o meio líquido, e desenvolvem noções básicas de sobrevivência de maneira divertida e responsável; na água eles podem se mover com mais liberdade, desenvolvendo os sentidos (tato, audição, olfato e visão), estimulando a coordenação motora e o sistema cardiovascular, aumentando a capacidade pulmonar, reforçando o sistema imunológico (menos resfriados), relaxando a criança, aumentando seu apetite e ajudando a relacionar-se melhor com outras crianças.

Quais são cuidados que os pais devem tomar, antes de levarem seus filhos para a prática da atividade?
1 – Alimentação – Leite materno até 30 minutos antes da aula. Carboidratos, (biscoito, pães), frutas e sucos, de 40 minutos a 1 hora antes; evitar proteínas como leite, iogurte e danone, pois são difíceis para ser digeridos.
2 – Agasalhar sempre as crianças, antes e depois das aulas.
3 – Quando o bebê estiver com febre, diarreia ou vômito, reações vacinais ou dores de ouvido, é melhor não levá-lo à natação.
4 – E é sempre bom o acompanhamento de um pediatra.

A natação é contraindicada em determinados casos? Se sim, quais são esses casos?
Existem poucas contraindicações para a prática da natação, no entanto, certas patologias como infecção pulmonar (bronquite, crise de asma) e casos de faringite, otite e sinusite podem demandar a interrupção da prática, durante o período de recuperação da doença. O mesmo ocorre com eczemas e outros problemas de pele.

A partir de que idade as crianças já podem fazer as aulas sozinhas?
A partir dos 3 anos; porém, cada criança é única e o que vale para uma pode ser diferente para outra. Existem casos de crianças menores, que já fazem aula sozinhas, porém, também existem casos de crianças maiores, que precisam de auxílio (por um período pequeno) do responsável.

Algo mais?
Aconselho sempre aos pais a buscarem um local com profissionais capacitados, ambiente acolhedor e confiável e que tenha uma Metodologia de Ensino e um tratamento adequado da água; o aspecto e cor da água é um ótimo indicador da sua qualidade.
Diferenças de tratamento de piscinas.
Clorada (tratamento tradicional): Efeitos colaterais do cloro: irritação dos olhos, ressecamento da pele e cabelos, podem causar mais transtornos do que benefícios, para os praticantes que têm alergias e problemas respiratórios.
Os tratamentos mais seguros da água são à base de sal, ozônio e radiação ultravioleta, que visam proporcionar condições adequadas para o uso, mantendo a qualidade estética – cristalina, sem resíduos e sem odores desagradáveis. No local onde eu ministro aulas de natação, nossa água recebe tratamento à base de sal.

 

 

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