Qualquer semelhança não é mera coincidência…  

Leitura obrigatória

O artigo publicado na edição número 3.728, de 28 de agosto de 1992, poderia ser escrito hoje, somente trocando os protagonistas da história. Depois de 24 anos, o Brasil não só está doente, mas em estado de coma, com a corrupção surgindo nas diferentes instâncias, com diferentes personagens. Os brasileiros esperam que a história se repita, também no final: o impeachment do presidente Collor, ontem, foi resultado da revolta do povo.

O Brasil está doente

Impossível silenciar diante dos fatos que determinam a intranquilidade no seio da população. Não há um só dia em que não se anuncie a elevação do preço dos gêneros alimentícios e os escândalos dos PCs Faria e Cia dentro do governo Collor.

É inacreditável que esses colarinhos brancos ainda não estejam atrás das grades e, lembrando, o nosso presidente tanto falava de marajás e corruptos e que o lugar deles era na cadeia. Como pode um homem, eleito por um povo confiante “puxar o tapete” daqueles que o elegeram?

Os aumentos salariais, que nunca chegam a atingir o nível da inflação e sem poder superá-la, esvaziam-se diante da elevação do custo de vida. Estão anunciando o aumento do salário mínimo mas quando chegar esse aumento, de nada adiantará porque o custo de vida já terá ultrapassado o salário.

É preciso que poderosos políticos se esqueçam de si próprios para olharem um pouco mais para os descamisados, como falava nosso presidente. A hora é difícil e repleta de riscos que podem derrapar numa explosão social da consequências maléficas.

Os políticos terão que se sentar a uma mesa de negociações, com muita humildade e patriotismo, para chegarem a curto prazo, a uma solução para essa famigerada crise.

O Brasil está doente, está cansado e espera por uma carona que o leve ao hospital da terapia, sem perda de tempo.

Waldir Simoni (Marwal)

 

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