Socorrenses já pagaram mais de R$ 39 milhões em impostos, em 2015  

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Uma projeção feita pelo Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, estima que até a data de hoje, 21 de setembro, os socorrenses já tenham pago a quantia de R$ 39.705.150,41.

Segundo cálculos da ACSP, com esse valor é possível plantar 7.941.030de árvores, construir mais de 2.877 salas de aula equipadas, comprar mais de 493 ambulâncias equipadas, construir mais de 35 km asfaltados de estradas, construir mais de 1.134casas populares de 40 m², contratar mais de 2.976 professores do Ensino Fundamental por ano, pagar 3 meses a conta de luz de todos os brasileiros, e  construir mais de 138 postos de saúde equipados.

O Impostômetro fica localizado na sede da ACSP, no centro da capital paulista, e tem o objetivo de conscientizar e alertar a população sobre o alto valor pago em tributos federais, estaduais e municipais.

Pelo portal www.impostometro.com.br é possível levantar os valores que as populações de cada estado e município brasileiro pagam em tributos e, também, visualizar o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

Impostos encarecem em 62% as compras do consumidor brasileiro

Um dia de compras variadas, incluindo supermercado, papelaria e uma visita ao depósito de material de construção, custa 62% a mais do que se não houvesse impostos sobre os produtos. Numa lista com 42 itens, de alimentos básicos a bebidas, o valor da compra seria de R$ 144,89, total que sobe para R$ 235,36, quando são somados os impostos. A conclusão é de um levantamento do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp e do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Ciesp.

No caso da água, a alíquota é de 37%. Então, se a água custasse um real, o consumidor pagaria 37 centavos ao governo. Se não tivesse imposto na água, o consumidor pagaria 63 centavos.

Segundo o levantamento, uma caixa de ovos custa R$ 5,29 em alguns supermercados, mas sem os impostos esse valor cai para R$ 3,47. Já um pacote de cinco quilos de arroz a R$ 14,50, custaria R$ 12 sem os impostos.

Um pacote de 500 gramas de pó de café, segundo apuração da Fiesp e do Ciesp, custa R$ 7,99 no supermercado. Mas, sem imposto, o preço do mesmo pacote seria R$ 4,91. Entre os itens de papelaria consultados, um caderno universitário capa dura com 200 folhas vendido a R$ 10,55, custaria R$ 6,86, se não fossem os impostos.

Foi constatado, também, que o setor que mais sofre com a cobrança de impostos é a construção civil. Se uma casa popular custasse R$ 100 mil, 48% desse valor seria retido em impostos, ou seja, R$ 48 mil não seriam para construir.

Outros produtos
Cachaça: por ser considerado prejudicial, a cachaça tem a maior alíquota de imposto entre os produtos pesquisados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), de 82%;
Cigarro: o mesmo ocorre com o cigarro, cujo preço é taxado em 80%. O imposto é alto nesses produtos, para tirar o incentivo ao consumo;
Lata de cerveja: se não houvesse imposto, uma lata de cerveja custaria R$ 0,87 e não R$ 1,95. A carga tributária da bebida é de 56%;
Caneta esferográfica: nem mesmo a caneta esferográfica escapa. O imposto, neste caso, corresponde a 47% do preço final do produto;
Lata de refrigerante: a lata de refrigerante, sem o imposto de 46%, custaria praticamente a metade, segundo a Fiesp. O preço seria de R$ 1,07 e não R$ 1,99;
Bola de Futebol: a mesma carga tributária, de 46%, tem a bola de futebol. Isso significa que na compra de uma bola de R$ 35, por exemplo, pouco mais de R$ 16 é para o pagamento imposto;
Material escolar: para estudar não se paga menos imposto. A taxa é de 45% para a régua e de 43% para a borracha escolar, segundo a Fiesp;
Higiene pessoal: produtos de higiene também são altamente tributados. O xampú, por exemplo, tem carga tributária de 44% e o condicionador de 37%;
Sabão em pó: um pacote de 1 kg de sabão de pó, que hoje custa R$ 5,99 custaria R$ 3,55, sem o imposto de 41%;
Prego: a mesma alíquota é cobrada na venda de pregos. Ou seja, do preço final do produto, 41% vem de imposto;
Café e achocolatado: café e achocolatados aparecem em seguida, na lista da Fiesp. A carga tributária é de 39% e 38%, respectivamente;
Folha sulfite: no caso do papel sulfite, o imposto é de 38% do preço final do produto
Pacote de bolacha recheada: do total pago num pacote de bolacha, 37% vem de imposto do governo, segundo a Fiesp;
Chocolate: no chocolate, nada mais nada menos que 36% do preço é de imposto.

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