Socorro é cenário de produção cinematográfica  

Leitura obrigatória

O filme “Os Caubóis do Apocalipse – e a juventude infinita”, dirigido por Diego Costa e escrito por Ivan Nakamura, está sendo gravado em diversos locais da cidade de Socorro, que foi escolhida a dedo pelo diretor, justamente pelo conteúdo de seu enredo.

A produção  da “Pietà Filmes” conta a história de Tom, um adolescente que sonha viver de música. Porém, encontra-se sem perspectiva. Está brigado com seus melhores amigos de infância, Nanda e Dedão, com quem tinha uma banda chamada “Caubóis do Apocalipse”. Sofrendo as pressões típicas dessa fase da vida, Tom decide tomar uma atitude para retomar sua banda. Inspirado por Chicão, o caseiro do sítio de sua família, decide fazer um clipe, acreditando que seria um impulso na carreira da banda. No entanto, estava claro que não seria fácil fazer Nanda e Dedão participarem do projeto.  Tom convida os dois amigos para passar o fim de semana no sítio.   Os desentendimentos entre os três logo vêm à tona e as coisas acabam saindo do controle.

Confira a entrevista que o Jornal O Município fez com a equipe de produção.

Quem escreveu o filme?
O filme nasceu da ideia do diretor Diego da Costa, que tinha vontade de contar a história de um momento de sua juventude em Socorro, em que os amigos começam a se separar para irem morar em cidades diferentes, para fazer faculdades diferentes. Uniu-se ao roteirista Ivan Nakamura e, juntos, passaram dois anos desenvolvendo o roteiro do longa-metragem “Os Caubóis do Apocalipse”.

Com o roteiro pronto, passamos a convidar a equipe que comporia o projeto, convidar elenco e fazer teste para outros papéis. O processo todo durou de 3 a 4 anos. Diego, que já tinha levado Ivan para conhecer Socorro, durante o desenvolvimento do roteiro, passou a levar os membros da equipe para que todos tivessem familiaridade com a cidade, construindo, assim, uma narrativa potente e real, com a qual muitos jovens e adultos se identificarão.

A escolha da cidade de Socorro como cenário se deu durante a criação da obra? Qual o motivo da escolha?
Sim. Eu cresci em Socorro e meus melhores amigos ainda são daqui, portanto, era natural como primeira tentativa buscar a cidade que me acolheu e me formou. Eu queria contar uma história que poderia acontecer em qualquer cidade do interior, porém senti que deveria homenagear Socorro, mostrando essa cidade pela qual tenho muito carinho.

Com isso, inicialmente, conversei com Acácio Zavanela (Turismo), Tiago Faria (Cultura) e Rafael Pompeu (Comunicação) e todos concordaram em ajudar. Esse foi o primeiro passo para, realmente, fazermos o filme na cidade.

Quantas pessoas estão envolvidas, tanto no elenco, como na produção? Quem são eles?
Somos 35 pessoas envolvidas diretamente na produção e mais tantas outras que contribuíram, que nem sei mensurar. Das pessoas envolvidas na produção, temos Diego da Costa, que já havia dirigido alguns curtas metragens, incluindo “Argentino”, vencedor de diversos prêmios; um documentário de longa-metragem sobre a Plebe Rude, que deve ser lançado em maio, no Canal Brasil; e deve dirigir duas séries para TV, ainda este ano. Dhyana Mai, diretora de fotografia, que vem fazendo uma carreira muito importante no cinema e TV brasileiros e já venceu um prêmio ABC de curta-metragem, o prêmio mais importante para Fotografia de Cinema, no Brasil. No elenco temos Cacá Ottoni, atriz carioca que vem fazendo papéis importantes em grandes filmes e séries, como Santo Forte da AXN; Brás Moreau, que contracenou com Wagner Moura em a Busca e agora faz o papel de protagonista, no filme; Dagoberto Feliz, que é um dos maiores diretores de teatro do Brasil e Rafael Imbroisi, que vem fazendo séries para TV, como experimentos extraordinários. Além disso, contamos com os atores Brás Antunes, Rafael Imbroisi e Cacá Ottoni.

Quantos socorrenses participam? Quem são eles?
Natalia Cisman, André Heck e Matheus Olteanu entraram na equipe como assistentes de arte e se mostraram incríveis. Com certeza, já poderiam seguir carreira e trabalhar com outras pessoas no cinema brasileiro, conseguindo fazer um trabalho de qualidade.
Rafael Sartori é o microfonista do set e responsável por gravar o som da banda adolescente, do filme. O filme, por ser um filme de banda, tinha a necessidade de ter um som real. Tinha a necessidade de ter atores que tocassem instrumentos de verdade. Portanto, precisávamos de alguém com sua competência para que o som da banda fosse gravado ao vivo e com qualidade.
Fabricio Zavanella é um dos atores de personagens secundários, mas que se mostrou um excelente produtor, contribuindo muito para que, fora de cena, o filme acontecesse. Sua irmã, Fernanda Zavanela, também se mostrou uma excelente produtora, fazendo com que alguns problemas de produção fossem resolvidos, da melhor forma possível.
Guilherme Mello, que trabalha em São Paulo com uma agência que ajuda a produção de filmes, cedeu a casa de seu pai, Dr. Narci, em Socorro, que serviu de base para a nossa produção e foi fundamental para que pudéssemos concluir cada diária de filmagem.
Marina Franco, nossa produtora local, que está no projeto desde o momento em que passamos a procurar locações em Socorro e abriu diversas portas e nos mostrou todo o potencial da cidade. Com sua ajuda, pudemos ver as belezas de Socorro e pudemos aproveitá-las de uma forma mais adequada no filme.
Elton Benati, cineasta socorrense que nos acompanhou, registrando diversos momentos dos bastidores do filme, em seu making of, registrando momentos sérios, inusitados e muito mais, com seu olhar apurado.

Em que locais foram feitas as gravações?
A maior parte das gravações acontece no sítio do Luizinho Coli, no Rio do Peixe (Fazenda Fartura), mas também gravamos no Old Stuff, Praça da Matriz e Praça do Fórum, na casa do Luis Felippin, Marechal Floriano, Pedra da Bela Vista, Escola Coronel Olímpio Gonçalves dos Reis, Proxima Aventura Rafting e Bar dos Amigos, entre outros.

Até quando vão gravar?
As gravações, que iniciaram no dia 13 de janeiro, no coreto da Praça da Delegacia e depois no Coronel, acabam no dia 2 de fevereiro, quando toda equipe volta para São Paulo.

Qual a previsão de estreia? Vai passar em Socorro?
Depois de 4 a 6 meses de edição, passaremos a enviar o filme para festivais. A partir daí, a carreira que o filme fizer nesses festivais nacionais e internacionais é que vai determinar a estreia no cinema. Portanto, ele deve chegar ao público mesmo, no segundo semestre de 2017 e esperamos que a estreia oficial aconteça em Socorro.

Agradecimentos
Agradecemos a todos os apoiadores locais que viabilizaram o projeto, doando parte da alimentação, transporte e apoio, ao time do filme: Prefeitura da cidade de Socorro, Varejão São Marcos, Padaria Sartori, Supermercado Kuroda, Restaurante Aui-Mauê, Alcatel Rádios, Pizzaria do Vigário, Hotel Fazenda Campo dos Sonhos, Parque de Aventura Monjolinho, Restaurante Di Napoli, Distribuidora de Bebidas JP, Posto Nossa Senhora do Socorro, Sacolão do Chicão, Quitanda do Nelson, Tetra Locações de Andaimes e Máquinas, D Alimentos e Hotel Village Montana; além das empresas daqui de São Paulo: Fabrica brasileira de imagens,  Electrica Cinema, JKL cine & digital; aos diversos brechós de roupas e móveis da cidade, entre muitos outros.

Outras informações
Diego: diegodacosta.com.br
Facebook: www.facebook.com/oscauboisdoapocalipse/.
Instagram: www.instagram.com/oscauboisdoapocalipse/  (hashtags #cauboisofilme #cauboisdoapocalipse)

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