Torcedores percorrem 7300 km para acompanhar a seleção

Leitura obrigatória

A Copa das Confederações terminou com o Brasil campeão. E, como não poderia deixar de ser, os nossos representantes socorrenses, fiéis à camisa canarinho, estavam lá: Toni e Valter Artioli, Gilberto Giovanini e Maurício Conti. Quem nos faz o relato da viagem e avalia o que viu é Maurício. Confira:

OM – O que achou da Copa das Confederações?

Na verdade, a Copa das Confederações tem servido nas últimas edições, como um teste para a Copa do Mundo, que sempre acontece no país sede, no ano seguinte a que ela acontece. Não tivemos oportunidade de participar de outras Copas das Confederações, para ter um padrão de comparação, mas se formos comparar com as Copas do Mundo, que tivemos oportunidade de participar (Alemanha 2006 e África do Sul 2010), alguns pontos ainda precisam ser melhorados/corrigidos, o que na verdade é o intuito da Copa das Confederações. Posso destacar como pontos que “falharam” e creio que com isso serão melhorados:

– Os estádios terem dificuldade de acesso (alguns têm projeto de metrô, mas ainda são feitos com ônibus, ou a pé MESMO);

– Alguns estádios não foram   mapeados (assentos definidos) de forma correta, com ingressos vendidos em locais que não existiam;

– Demora e falhas na revista na entrada de estádios (na Olimpíada de Londres, a revista às bolsas era feita a quarteirões de acesso aos estádios e as bolsas eram lacradas até se entrar ao estádio; aqui, filas enormes se formaram e depois liberadas, para evitar tumultos …);

– Grupos (amigos e famílias) foram colocados em assentos, e até setores, distantes;

– Demora nos serviços de comidas e bebidas, dentro dos estádios;

– Uso de bebidas em latas e garrafinhas long-neck, nas arquibancadas, que nos eventos internacionais são servidas em copos, para evitar que sejam jogadas no gramado, em caso de insatisfação/protesto;

Podemos observar que esses problemas (exceto o acesso aos estádios) são de fácil solução e creio que serão melhorados, para 2014. Porém, a segurança, dentro e fora dos estádios, orientações e entrega de ingressos, que poderiam ser problemas graves, foram IRRETOCÁVEIS.

OM – Que jogos assistiram? Quantos km rodaram?

Assistimos aos três jogos da primeira fase. Abertura em Brasília, contra o Japão; em Fortaleza, contra o México (que para nós foi uma revanche à final da Olimpíada de Londres 2012, quando o Brasil perdeu a medalha de ouro para o México), e em Salvador, contra a Itália.

Fomos de carro e rodamos ao todo 7300 km. Saímos de Socorro na sexta-feira (véspera da abertura) e fomos para Brasília-DF, chegando no mesmo dia (cerca de 1000 km). Depois tivemos três dias para chegar a Fortaleza-CE (rodando mais 2000 km), passando e passeando pelos estados de Bahia, Piauí, Maranhão e Ceará, conhecendo locais de difícil acesso, como Canindé, no Ceará, que é um centro de peregrinação religiosa, onde foi construída a maior estátua de São Francisco do mundo.  Depois do jogo de Fortaleza, tivemos mais dois dias para chegar a Salvador-BA, e pudemos conhecer a “Maior Festa de São João do Mundo” em Campina Grande, na Paraíba. Ou seja, mais do que acompanhar os jogos da primeira fase, foi uma grande viagem, conhecendo diversos locais do Brasil, que nunca iríamos conhecer se tivéssemos ido de avião.

 OM – Quem planejou o roteiro da viagem?

O roteiro foi definido de acordo com o local que a seleção iria jogar (risos) … Mas as datas de saída/chegada e permanência nas cidades, foram definidas pelo grupo, em reuniões prévias, na minha casa. Porém, as estradas a serem utilizadas foram, em alguns casos, “descobertas” por dicas da polícia rodoviária, caminhoneiros e frentistas de postos, à medida que estávamos na estrada, pois os mapas e os GPSs (dois sistemas de navegação diferentes) não eram capazes de nos informar a condição das estradas e qual a melhor opção de caminho. Ou seja, era necessário perguntar, e como diz o ditado: Quem tem boca, vai a Roma. No nosso caso, rodamos por 12 estados diferentes, entrando e saindo deles várias vezes (SP, MG, GO, DF, BA, PI, MA, CE, PB, PE, AL, SE).

Uma pena que, por compromissos pessoais do nosso grupo, não fomos assistir à semifinal contra o Uruguai, em Belo Horizonte, e não encontramos ingressos para a final contra a Espanha, no Maracanã.

 OM – E prontos para Copa do Mundo?

Prontos, sim! Falta somente conseguir os ingressos, que serão colocados no site da FIFA a partir de agosto próximo. Basta conseguir!!! (risos) E esperamos que os erros/problemas encontrados durante a Copa das Confederações possam ser sanados para a Copa 2014 e que o Brasil faça bonito, dentro e FORA do campo.

 OM – Mais alguma consideração?

As manifestações que aconteceram, antes dos jogos, foram LEGÍTIMAS e devem continuar, para que possamos ter um PAÍS “padrão FIFA”, não somente os estádios!

 

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