A Vila São Vicente de Paulo nasceu há mais de 80 anos  

Leitura obrigatória

O Município publica, na edição nº 3.982, de 31 de outubro de 1997, um pouco da estória da Vila São Vicente de Paulo que, assim como hoje, faz a habitual coleta, no Dia de Finados, nos portões do Cemitério Municipal, em favor de seus assistidos.

Vila Vicentina faz coleta no Finados

No longínquo 28 de agosto de 1930, numa atitude inusitada para a época e, até atualmente, o cidadão OCTÁVIO ZUCATTO fez doação, por escritura pública, à então Sociedade de São Vicente de Paulo, “de um lote de terreno próprio para edificação, (destacado de sua chácara) no alinhamento do projetado prolongamento da Avenida Cel. Germano, com 51m de frente, com a mesma largura até a atual estrada para Monte Sião, confrontando de ambos os lados com o transmitente, distando do seu lado esquerdo 110m do canto da frente da casa situada no extremo da mesma Avenida”.

Nasceu então a denominada Vila Vicentina, que, com a colaboração do povo, pode construir uma Capela e 62 casinhas, até hoje abrigando quase uma centena de pessoas idosas, abandonadas ou sem familiares, num trabalho verdadeiramente hercúleo dos saudosos Felício Vita Júnior, Dr. Francisco Penteado, Promotor Público, Aristides de Oliveira Vasconcellos, Antonio Gonçalves Dantas (Nicote), José Franco Craveiro, Atalício Domingues de Oliveira, José Picarelli (Nenê) e outros que a memória nos falha, seus primeiros diretores e fundadores.

E as Diretorias foram se sucedendo até os nossos dias, cada uma dando sua expressiva colaboração para manter a Vila e ampliando o número de casas.

É uma obra meritória.

A Vila dá aos assistidos, além de casa de morada, água e luz, assistência social especial em caso de moléstia, comum nessa fase de idade.

Hoje, decorridos mais de 60 anos, necessitam de constantes reparos e a própria Vila necessita de melhoramentos coletivos que vêm sendo feitos gradativamente.

Por isso, mais uma vez, no Dia de Finados próximo, a Instituição vai recorrer ao coração dos que visitarem o Cemitério Municipal, para a habitual coleta em favor de seus assistidos.

A foto que registramos nesta nota, da Vila em seus primórdios, é de propriedade de Luiz Gonzaga Calafiori, e foi tirada pelo saudoso socorrense Aurélio Belintani, fotógrafo amador, porém com conhecimentos profissionais.

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