“O objetivo da harmonização facial é a valorização dos traços do paciente e não a padronização da beleza”, explica Larissa Abrahão

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“Ela me devolveu a autoestima para continuar com a minha vida, profissional, social, como mulher; foi isso que ela me devolveu”. Este é o depoimento de Lucinéia Dalaqua, que passou por uma lipo cirúrgica de papada, com a dentista especialista em reabilitação oral e harmonização orofacial, Larissa Abrahão.

O procedimento realizado com Lucinéia é apenas um de tantos outros que englobam a harmonização facial. “O caso dela é muito comum entre as pessoas que passam por uma cirurgia bariátrica. Além da gordura corporal, ela perde a gordura facial, o que afeta diretamente na estruturação da sua face”, explica ela. “É importante frisar que a maior preocupação em um processo de harmonização facial é trazer a beleza de forma natural ao paciente, valorizando os seus traços, e não padronizar a beleza”, enfatiza Larissa, que falou um pouco mais sobre este tipo de procedimento.

Como funcionam os procedimentos na Harmonização Orofacial?

A harmonização está presente no nosso cotidiano. Harmonizamos comidas e bebidas; a decoração dos ambientes e, também, harmonizamos faces e sorrisos.

A harmonização orofacial envolve um conjunto de procedimentos que têm por objetivo recuperar funcional e esteticamente os dentes, lábios, as expressões faciais, as funções musculares e as marcas de expressão.

Iniciou-se no Brasil em 2010, direcionado aos procedimentos básicos de toxina botulínica e os preenchimentos com ácido hialurônico. Hoje, possuímos no mercado uma gama de produtos e procedimentos dentro da área de harmonização para reestruturar a face, melhorar a qualidade da pele e prevenir o processo de envelhecimento facial.

Alguns dos procedimentos mais procurados no consultório são: toxina botulínica, fios faciais, sorriso gengival, volumização dos lábios, projeção do mento (queixo), lipo enzimática e lipo cirúrgica de papada, rinomodelação, contorno e ângulo de mandíbula, preenchimento de malar(maçã do rosto), bichectomia, bioestimuladores de colágeno, I-PRF (fibrina rica em plaquetas)  e lentes de contato dental.

A harmonização trouxe inúmeros benefícios aos pacientes, reconstruindo a sua autoestima, a segurança, o equilíbrio, a harmonia e a qualidade de vida.

Como o profissional define o que será feito?

Para definir quais procedimentos serão feitos é preciso uma avaliação inicial, com uma boa conversa para saber detalhes sobre a saúde do paciente. Se ele está sob algum tratamento ou uso de medicação, saber a sua queixa principal, o que ele está buscando com o tratamento, alinhar as expectativas com a realidade clínica e o que é possível ser aplicado ao caso dele.

Em alguns casos, conseguimos uma melhora geral, porém a indicação pode não ser os procedimentos minimamente invasivos, como são realizados na harmonização orofacial e sim procedimentos mais invasivos, como a cirurgia plástica.

É por isso que é muito importante que seja conversado e alinhado junto com o paciente, antes do início do tratamento, para que seja possível chegar aos resultados esperados.

As pessoas são bombardeadas com informações pela mídia e acabam criando expectativas erradas ou irreais sobre os procedimentos. Por esse motivo é necessário saber exatamente qual é a queixa, para que possa ser determinado o tratamento. Cada caso é um caso, cada paciente tem a sua realidade e deve ser tratada com particularidade.

São procedimentos que todos podem fazer?

A harmonização Orofacial é indicada para homens e mulheres que desejam melhorar a sua aparência e trazer equilíbrio à face. Os procedimentos trabalham além dos dentes, os tecidos da face e são indicados para quem busca correções estéticas e funcionais.

Os procedimentos estéticos proporcionam um aumento da autoestima, da autoconfiança, que refletem em um maior equilíbrio emocional ao paciente, resultando em uma melhora da qualidade de vida. Esta melhora, está ligada ao bem-estar consigo mesmo.

Com o passar dos anos, a nossa face passa por muitas mudanças devido a diversos fatores como: sol, poluição, tabagismo, alimentação pobre em proteína e rica em açúcar, gravidade, perda do tecido ósseo e do tecido gorduroso, diminuição da produção de colágeno.  Com a incidência destes fatores sobre o nosso organismo, a nossa face tende a sofrer o que apelidamos de “derretimento”, pois perde a sua estruturação, a pele se torna flácida, sem viço e é possível observar um excesso de tecido em algumas partes do rosto.

Que vamos todos envelhecer, isso é fato, e não deixa de ser bom, pois o envelhecer nos leva ao amadurecimento, a levar a vida de uma forma mais leve; porém, porque não envelhecer da melhor forma? Por que não podemos nos olhar no espelho e gostar do que vemos? Com uma aparência bela e saudável?

A harmonização veio para desacelerar o processo de envelhecimento, veio para melhorar a qualidade de vida das pessoas que a usufruem. Além de desacelerar o envelhecimento, a harmonização está sendo amplamente aplicada em pacientes com alterações faciais, presentes inclusive em algumas síndromes, assimetrias, paralisia facial. As assimetrias (quando um paciente apresenta um lado da face muito diferente do outro) podem ocorrer devido a alguns motivos como a posição durante o sono, ausência ou mau posicionamento dos dentes. 

As principais contra indicações são gestantes, lactantes e pacientes com doenças autoimunes descontroladas.

Como é a recuperação após o procedimento? Exige retoques?

Em geral os procedimentos em harmonização são procedimentos minimamente invasivos, ou seja, ocorre o mínimo de dano à integridade física do paciente; por isso, a sua recuperação é bem mais rápida.

As recomendações variam de procedimento para procedimento e vão desde  os cuidados com a alimentação (no caso da bichectomia) a cuidados em relação a posição de dormir e restrição de atividade física nos primeiros dias após o procedimento (no caso dos fios de PDO-polidioxanona  para lifting facial)

Alguns procedimentos podem demandar retoque, como é o caso da toxina botulínica e dos preenchimentos com ácido hialurônico.  Para mim, o menos é mais! Prefiro aguardar o retorno do paciente para avaliar a necessidade da complementação do procedimento a exceder e causar insatisfação.

A harmonização orofacial é considerada uma cirurgia plástica? Caso o paciente não se adapte a mudança ela é reversível? Quais os riscos?

Diferente da cirurgia plástica, na harmonização orofacial a intervenção é minimamente invasiva, permitindo que o paciente retorne rapidamente às suas atividades cotidianas, muitas vezes , logo após a execução do procedimento.  Isso facilita muito, pois exige menos planejamento por parte do paciente, já que ele não terá que se ausentar dos seus compromissos.  Gera maior segurança e tranquilidade, pois são procedimentos realizados no consultório, com anestesia local, e em muitos casos apenas anestesia tópica (pomada). Diferente da cirurgia plástica, que é realizada de forma mais invasiva a nível hospitalar e, muitas vezes, sob anestesia geral.

Uma das grandes vantagens da Harmonização em relação à Cirurgia Plástica, é que, em sua maioria, os procedimentos realizados são reversíveis, ou seja, eles tem um “prazo de validade”, pois são gradualmente absorvidos pelo nosso organismo e deixam de existir. Por exemplo, um preenchimento labial tem duração média de 8 a 10 meses, a toxina botulínica de 4 a 6 meses, isso vai variar de acordo com a marca comercial do produto aplicado, a quantidade e o organismo de cada paciente, bem como os seus hábitos cotidianos. 

Por exemplo, um paciente que pratica atividade física extenuante terá a duração da toxina reduzida em seu organismo.  O profissional deve levar em consideração todas estas variáveis, para informar ao seu paciente o prazo de duração de determinado procedimento.

Alguns materiais podem ser removidos dias após a sua aplicação, como é o caso do ácido hialurônico, em que utilizamos uma enzima, chamada hialuronidase, essa enzima aumenta a permeabilidade do tecido (no local onde o AC. Hialuronico foi aplicado), permitindo assim a absorção do material que foi aplicado.

É importante ressaltar que, na harmonização, os procedimentos podem e devem ser realizados de maneira gradual. As queixas devem ser tratadas uma a uma, respeitando sempre o olhar do paciente, eu particularmente associo sim procedimentos na mesma sessão e os resultados são incríveis!

Já tive pacientes que postergaram a cirurgia plástica por encontrar nos procedimentos de harmonização a sua satisfação! Mas também há casos em que a indicação é exclusivamente cirúrgica, como em pacientes de idade mais avançada, com alto grau de flacidez tecidual. Por isso, os cuidados preventivos são essenciais para o gerenciamento do envelhecimento. Quanto antes você começar a se preocupar e se cuidar, os resultados serão mais visíveis e satisfatórios!

Como todo procedimento seja muito ou pouco invasivo, existem sim riscos, por isso devem ser executados por profissionais com experiência para identificar e intervir pontualmente em qualquer complicação, que possa ocorrer durante ou após ao procedimento realizado.

Que tipo de profissionais podem realizá-lo?

Os profissionais que podem realizar estes procedimentos são os dentistas, médicos, biomédicos e farmacêuticos, todos com pós em estética.

Os fatores a serem levados em consideração na escolha do profissional são o tempo de experiência clínica do profissional, o seu senso crítico e estético que podem ser observados na conversa com o profissional ou nos casos clínicos que foram executados por ele.

Outra questão importante é a empatia gerada entre paciente e profissional, pois isso é fundamental  para que ele possa compreender emocionalmente  as necessidades e queixas do paciente, determinar de maneira assertiva o planejamento clínico, para alcançar a excelência nos resultados e a satisfação plena do paciente!

Em 2013 o Prof. Dr. José Mondelli, cirurgião dentista renomado, citou que o tratamento para ser considerado estético pode se transformar em um elemento facilitador pela felicidade, estabelecendo a autoestima ao satisfazer as expectativas de um paciente específico, desde que associe beleza e função, permeados pelo bom senso do operador.

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