Junho é o mês de conscientização sobre a escoliose, uma condição que provoca uma curvatura anormal da coluna vertebral, formando um desenho em S ou C. Ela pode ser congênita, presente desde o nascimento, ou idiopática, quando sua causa é desconhecida. Muitos pacientes passam anos sem sentir dores, e os sintomas geralmente aparecem durante o estirão de crescimento, entre os 10 e 15 anos.

O mês foi escolhido internacionalmente para alertar sobre a condição, que surge com frequência durante a infância e a adolescência. O ponto alto da campanha ocorre em 27 de junho, data instituída como o Dia Internacional da Conscientização da Escoliose Idiopática. A cor verde simboliza a esperança.

Apesar de relativamente comum, a escoliose ainda é pouco divulgada. Em muitos casos, a informação e o diagnóstico precoce podem evitar a progressão da doença e reduzir impactos na qualidade de vida do paciente. Segundo o Instituto de Patologia da Coluna, entre 80% e 85% dos casos em jovens são de escoliose idiopática, ou seja, sem causa conhecida pela ciência.

Mobilização para cirurgia de urgência
Em Socorro, a jovem Maitê, de 12 anos, aguarda uma cirurgia para corrigir uma escoliose. Como forma de conscientização e também de mobilização, sua mãe, Patrícia Kelli, alerta pais e responsáveis sobre a importância de observar sinais da doença e buscar atendimento médico o quanto antes. “A informação precisa ser compartilhada”, afirma.
Maitê recebeu o diagnóstico em 2022 e, desde então, realiza tratamento com fisioterapia. No entanto, a situação se agravou há cerca de seis meses, durante o estirão de crescimento, quando a curvatura da coluna atingiu 70 graus.
Na fila estadual para a cirurgia, Maitê ainda não sabe quando será chamada; assim, a intenção da família é custear o procedimento de forma particular, com um custo estimado em cerca de R$ 400 mil.

Rifa – Para arrecadar recursos, a família promove uma rifa com sorteio pela Loteria Federal. Os cinco prêmios são: uma bicicleta elétrica, um celular Samsung, uma televisão de 32 polegadas, uma orquídea e um kit churrasco. Além disso, um terreno localizado no Jardim Nova Araújo está à venda.
O contato para adquirir um número da rifa ou negociar o terreno é (19) 99711-6784. As doações também podem ser feitas por meio de Pix para Patrícia Kelli Lopes Pereira Oliveira, utilizando o QR Code da campanha.

Escoliose pode evoluir sem sintomas e comprometer a qualidade de vida de adolescentes

A escoliose é a principal deformidade da coluna em crianças e adolescentes e afeta entre 2% e 3% da população. Embora muitas vezes passe despercebida por apresentar poucos sintomas nas fases iniciais, a condição pode evoluir rapidamente durante o estirão de crescimento e, nos casos mais graves, comprometer a função pulmonar, a saúde cardiovascular e a qualidade de vida dos pacientes.
Quando identificada no momento adequado, a doença pode ser tratada de forma conservadora e evitar a necessidade de cirurgia. A conscientização é a principal ferramenta para reduzir diagnósticos tardios. Como a doença costuma evoluir de forma silenciosa, a observação dos pais e responsáveis é fundamental para identificar possíveis alterações.

O que os pais devem observar
Os principais sinais costumam ser visíveis e podem ser identificados durante atividades cotidianas, como ao trocar de roupa ou durante a prática esportiva. Entre eles estão:

  • ombros em alturas diferentes;
  • escápulas desalinhadas;
  • assimetria da cintura;
  • quadris desnivelados;
  • elevação de um dos lados das costas ao inclinar o tronco para frente.
    A forma mais comum da doença é a escoliose idiopática do adolescente, responsável por cerca de 80% dos casos. Caracterizada pela ausência de uma causa definida, ela ocorre principalmente em meninas e costuma surgir entre os 10 e os 14 anos, período marcado pelo rápido crescimento corporal.
    Em geral, a cirurgia é indicada quando as curvas ultrapassam 45 ou 50 graus ou apresentam progressão significativa. Nos casos mais graves, além das consequências físicas, as deformidades da coluna podem afetar profundamente o bem-estar emocional dos pacientes e gerar impactos importantes na autoestima e na socialização dos adolescentes.
    Fonte: Hospital O Pequeno Príncipe